quinta-feira, 10 de março de 2011

VOCÊ JEJUA VERDADEIRAMENTE NESTA QUARESMA.


Jejue de julgar os outros: descubra Jesus que vive neles.
Jejue de palavras que ferem: farte-se de frases que purificam
Jejue de descontentamentos: viva cheio de gratidão  
Jejue de ofensas e injúrias: farte-se de mansidão e paciência
Jejue de pessimismo: encha-se de esperança e optimismo
Jejue de preocupações: satisfaça-se de confiança em Deus
Jejue de lamurias e queixas: satisfaça-se com as coisas simples da vida.
Jejue de pressões: farte-se de oração
Jejue de tristeza e amargura: encha seu coração de alegria
Jejue de egoísmos: encha-se de compaixão pelo próximo.

Jejue de rancores: encha-se de atitudes de reconciliação.. 
Jejue de palavras: viva de silêncios para escutar a outros...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Três Caminhos diferentes e uma só meta.


A Quarta-feira de Cinzas abre para nós três caminhos que nos auxiliam a chegar à mesma meta: a conversão.
Toda Liturgia apresenta a oração, o Jejum e abstinência, e o terceiro caminho a esmola. Mas, como estes três podem ser um itinerário de conversão? A conta parece contraditória mas não é: um mais um e mais um é igual a um. Oração, Jejum e esmola é igual a conversão.
A Oração nos chama à conversão em relação a Deus. Quem busca a oração se depara com a mais bela realidade de si mesmo , pois só Deus tem a verdadeira imagem de nós memos, e, a oração se torna um caminho de autoconhecimento à luz da graça divina. É nela que nos aproximamos mais de Deus e, consequentemente, de nós mesmos, de nossos anseios, nossas fraquezas, qualidades... Quem foge da oração, antes foge de si mesmo. Para entendermos São João 1, 4-5, nos diz que Deus é Luz. Ora, a Luz dissipa as trevas e revela o que há naquele ambiente: os móveis como estão, as teias de aranhas, as sujeiras, ou a limpeza que há, as roupas velhas e novas, etc.
O Jejum e a abstinência, nos chamam à conversão em relação a nós mesmos. Quem vive o jejum durante as sextas-feiras da quaresma começa a experimentar uma graça tão forte a limpar-nos de nossos desvios, desequilíbrios das paixões. Ao renunciar algo material (comestível ou não) não nos enfraquecemos, pelo contrário, fortalecemos as virtudes humanas e da graça para equilibra-nos e superar as nossas transgressões quanto ao amor próprio desmedido. Estamos mais aptos para vivermos a liberdade no amor e na verdade. Jejuar é readquirir a beleza interior que foi desprestigiada por nossos pecados.
Enfim, a Esmola nos chama à conversão em relação aos nossos irmãos. Dar a quem tem necessidade de ser assistido é sair de si, de seu egoísmo e construir a solidariedade. A esmola (por dinheiro ou outro valor) nos dá um novo olhar: o outro é meu irmão que precisa de minha atenção, meus cuidados, meu tempo, enfim, preciso de mim mesmo. Pois este é o maior presente que a esmola nos leva a dar: naquele pouco estamos dando a nós mesmos, como o fez Jesus na Cruz.

terça-feira, 1 de março de 2011

QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A MÃO DIREITA


Todos somos filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança, devemos saber fazer o bem sem ostentação e isso tem um grande mérito.
Todo aquele que faz o bem deverá saber colocar-se acima da humanidade para renunciar à satisfação dos testemunhos dos homens e esperar a aprovação de Deus.
Aqueles que só fazem um benefício com a esperança que o beneficiado lhe fique eternamente grato e espalhe a toda a população que aquela pessoa lhe deu uma grande ajuda monetária ou não o que os torna vaidosos e orgulhosos, pois caso contrário não ajudariam. Para estes é mais importante a aprovação dos homens do que a de Deus.
Um dia Jesus disse: "os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa” pois todo aquele que busca a sua glorificação na terra pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve mais nada e só lhe resta receber a punição do seu orgulho.
Quando se ajuda alguém que necessita sem ostentação deveremos ter algum cuidado, porque para além da caridade material existe a caridade moral e deveremos ter em atenção não ferir a susceptibilidade daquele que ajudamos. Devemos saber fazer com que aceite toda a ajuda sem ferir o amor-próprio salvaguardando a dignidade humana. Pois há quem aceite um serviço mas recuse uma esmola.
Converter um serviço em esmola pela maneira como é prestado é humilhar aquele que recebe e há sempre orgulho e maldade em humilhar alguém.
Todo o choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade.
A verdadeira caridade é delicada e habilidosa pois sabe encontrar as palavras certas para colocarem o beneficiado à vontade e saber o benfeitor inverter os papéis encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta ajuda.
Isto é o significado destas palavras:


“Que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita”